terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Trip ParArgUru - Pantano Grande a Encruzilhada do Sul (Casa Valduga)

Depois de rodar ontem o dia inteiro, parei no posto antes da entrada da cidade para o descanso noturno. Aproveitei a dica que do caminhoneiro que pedi informações perto de Porto Alegre. 
Acordei de manhã e tomei café na loja de conveniência, há passos do trailer.
 E... estrada. 

 Como de costume, ia apreciando a paisagem. Foi qdo me deparei com uma entrada toda arborizada, diferente: Vinícola Casa Valduga. 
Apesar de cedo, cerca de 9 horas da manhã (não daria para fazer degustações), optei em entrar para conhecer. 
 Gostei do que vi e questionei se aceitavam trabalho voluntário. A intenção era ficar por ali e conhecer a rotina da vinícola, deste a colheita até o engarrafamento do vinho.  


 









Tive a informação de que a resposta dó poderia ser dada pelo administrador responsável (que é de SPaaulo) e, por SORTE, estaria ali na parte da tarde. Decidi ir em busca de um camping e voltar  a tarde para falar  com ele. 
Entrei pela cidade para obter informações...


E descobri que só havia um camping na região, cerca de 19 km dali. Bora lá!!
Seguindo orientações de como chegar no camping, o visual era agradável. 

Mas a estradinha era preocupante... 

Foi um tal de sobe, desce...
Jogar "mamãe me quer" nas bifurcações sem nenhuma sinalização
 e entrar em propriedades particulares para ter informações...
E enfim... 

Ufa!! Chegamos.
Pensei: se foi difícil chegar aqui com a estrada seca, imagine se chovesse.


Não fiquei!! Já estava na hora de voltar para vinícola conversar com administrador. 
Cheguei na vinícola exausto e mesmo sabendo que não poderia contar com aquele camping para ficar, arrisquei a conversa.  

Felizmente fui muito bem recebido pelo Sr. Mauro (administrador / responsável pela vinícola naquela região). Informou que não poderia aceitar meu voluntariado, mas seria seu convidado para  acompanhar o trabalho no campo e que poderia pernoitar com #oCaraMojo na sede, sem problema algum.
Aceitei de imediato. Só não dei pulos de alegria pq ele poderia me achar louco e corria o risco dele mudar de idéia. :-) 
Combinamos que no dia seguinte iria até a lavoura acompanhar colheita. 

Arrumei um cantinho perto do refeitório / cozinha ... ancorei #oCaraMojo e fiquei por ali  
A sensação era de proteção, acolhimento.... enfim, êxtase. 
Aproveitei o lindo final de tarde.



Dia 25/01/17 - Quarta

Descansei muuuuuuuiiiiiiiiiiiiitttttttttttttoooooooooooo bem. 
Acordei com "as galinhas", literalmente.  
Aproveitei para andar na propriedade e fazer uma sessão de fotos local... 



O ônibus chegou com os trabalhadores para o café  da manhã... 
É bonito ver a movimentação matinal na propriedade. Gente que faz, põe a mão na "massa". 




Depois do café da manhã... labuta.
Acompanhei trabalhadores até o campo e pude acompanhar e fotografar rotina. 

Os animais comem as uvas que, inevitavelmente, caem no chão durante a colheita.


Ao fundo (olhando em direção ao porco) à beira da estrada se vê um peão com seu cavalo.
(ilusão de ótica) 
É uma pedra e um tronco de árvore. 


Plantação de azeitonas (Oliveiras)
Coisa de Oliveira mesmo... dá frutos até na pedra. 



No horário de almoço pegava a Fera e ia em um modesto restaurante na cidade. 

Passeava um pouco e voltava para "minha casa". 




Dia 26/01/17 - quinta 

Mesma rotina do dia anterior.  Amanhecer lindíssimo, cócóricós, café da manhã e labuta. :-)
Tomei café com o pessoal. 

Ajudei a carregar um caminhão frigorífico. Sim... estão fazendo teste para ver se transportando a uva em determinada temperatura, sem oscilação, conseguem melhor qualidade nos vinhos. 


Neste dia recebi de presente uma lição de HUMILDADE. 
Estava na cozinha tomando água e chegou um caminhão. Pensei: Caminhoneiro folgado. Entrou na propriedade e parou o caminhão no meio do pátio.
Minutos depois fui apresentado a o tal caminhoneiro. Tratava-se de Eduardo Valduga, que soube da necessidade da carga entre matriz e filial e tendo assuntos a resolver com Sr. Hélio, simplesmente dispensou o caminhoneiro. Fez ele mesmo o transporte.  
Simplicidade e desprendimento de alma. 

Ali fiquei por 2 noites e 3 dias. Inesquecíveis e agradabilíssimos.
Abri pra eles o que significava os "rabiscos" no #oCaraMojo e que não poderia sair sem que registrassem uma frase ou palavra (Good Vibes - combustível da viagem).   

Eduardo Valduga 

Zé - a BONDADE em pessoa. 
Não sabendo que  no trailer tinha comida, me presenteou com um delicioso jantar na noite anterior.  

E a sábia e discreta Eng. Carla.

Despedidas feitas... bora para estrada. 








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