Depois de rodar ontem o dia inteiro, parei no posto antes da entrada da cidade para o descanso noturno. Aproveitei a dica que do caminhoneiro que pedi informações perto de Porto Alegre.
E... estrada.
Como de costume, ia apreciando a paisagem. Foi qdo me deparei com uma entrada toda arborizada, diferente: Vinícola Casa Valduga. 
Apesar de cedo, cerca de 9 horas da manhã (não daria para fazer degustações), optei em entrar para conhecer.
Gostei do que vi e questionei se aceitavam trabalho voluntário. A intenção era ficar por ali e conhecer a rotina da vinícola, deste a colheita até o engarrafamento do vinho.
Tive a informação de que a resposta dó poderia ser dada pelo administrador responsável (que é de SPaaulo) e, por SORTE, estaria ali na parte da tarde. Decidi ir em busca de um camping e voltar a tarde para falar com ele.
Entrei pela cidade para obter informações...
E descobri que só havia um camping na região, cerca de 19 km dali. Bora lá!!
Seguindo orientações de como chegar no camping, o visual era agradável.
Mas a estradinha era preocupante...
Foi um tal de sobe, desce...
Jogar "mamãe me quer" nas bifurcações sem nenhuma sinalização
e entrar em propriedades particulares para ter informações...
E enfim...
Ufa!! Chegamos.
Pensei: se foi difícil chegar aqui com a estrada seca, imagine se chovesse.
Não fiquei!! Já estava na hora de voltar para vinícola conversar com administrador.
Cheguei na vinícola exausto e mesmo sabendo que não poderia contar com aquele camping para ficar, arrisquei a conversa.
Felizmente fui muito bem recebido pelo Sr. Mauro (administrador / responsável pela vinícola naquela região). Informou que não poderia aceitar meu voluntariado, mas seria seu convidado para acompanhar o trabalho no campo e que poderia pernoitar com #oCaraMojo na sede, sem problema algum.
Aceitei de imediato. Só não dei pulos de alegria pq ele poderia me achar louco e corria o risco dele mudar de idéia. :-)
Combinamos que no dia seguinte iria até a lavoura acompanhar colheita.
Arrumei um cantinho perto do refeitório / cozinha ... ancorei #oCaraMojo e fiquei por ali
A sensação era de proteção, acolhimento.... enfim, êxtase.
Aproveitei o lindo final de tarde.
Dia 25/01/17 - Quarta
Descansei muuuuuuuiiiiiiiiiiiiitttttttttttttoooooooooooo bem.
Aproveitei para andar na propriedade e fazer uma sessão de fotos local...
O ônibus chegou com os trabalhadores para o café da manhã...
É bonito ver a movimentação matinal na propriedade. Gente que faz, põe a mão na "massa".
Depois do café da manhã... labuta.
Acompanhei trabalhadores até o campo e pude acompanhar e fotografar rotina.
Acompanhei trabalhadores até o campo e pude acompanhar e fotografar rotina.
Os animais comem as uvas que, inevitavelmente, caem no chão durante a colheita.
Ao fundo (olhando em direção ao porco) à beira da estrada se vê um peão com seu cavalo.
É uma pedra e um tronco de árvore.
Coisa de Oliveira mesmo... dá frutos até na pedra.
No horário de almoço pegava a Fera e ia em um modesto restaurante na cidade.
Passeava um pouco e voltava para "minha casa".
Dia 26/01/17 - quinta
Tomei café com o pessoal.
Ajudei a carregar um caminhão frigorífico. Sim... estão fazendo teste para ver se transportando a uva em determinada temperatura, sem oscilação, conseguem melhor qualidade nos vinhos.
Neste dia recebi de presente uma lição de HUMILDADE.
Estava na cozinha tomando água e chegou um caminhão. Pensei: Caminhoneiro folgado. Entrou na propriedade e parou o caminhão no meio do pátio.
Minutos depois fui apresentado a o tal caminhoneiro. Tratava-se de Eduardo Valduga, que soube da necessidade da carga entre matriz e filial e tendo assuntos a resolver com Sr. Hélio, simplesmente dispensou o caminhoneiro. Fez ele mesmo o transporte.
Simplicidade e desprendimento de alma.
Ali fiquei por 2 noites e 3 dias. Inesquecíveis e agradabilíssimos.
Abri pra eles o que significava os "rabiscos" no #oCaraMojo e que não poderia sair sem que registrassem uma frase ou palavra (Good Vibes - combustível da viagem).
Não sabendo que no trailer tinha comida, me presenteou com um delicioso jantar na noite anterior.
E a sábia e discreta Eng. Carla.
Despedidas feitas... bora para estrada.