Minha primeira noite na estrada não foi muito tranquila. Parei em um posto na entrada de Lages. O movimento constante de caminhões dificultou um bom descanso.
Despertei ainda escuro e por saber que não voltaria a dormir, "caí no trecho", como diria um bom estradeiro.
Após rodar alguns quilômetros amanheceu um belo dia cinza e frio.
Após rodar alguns quilômetros amanheceu um belo dia cinza e frio.
Tudo lindoooo :-D
Parei na primeira lanchonete para um bom café da manhã.
Apesar do grande movimento, nenhum atrativo gastronômico diferente.
E bora pq quero apreciar a estrada, isso sim!
Diga-se de passagem... a famosa e temida Régis Bittencourt é muito linda por "estas bandas".
1102 km me separavam do então destino. Isto se fosse em linha reta, coisa que não pretendo fazer. A intenção é desbravar o máximo possível lugares que não conheço ainda, nem que para isso tivesse que rodar em círculos.
Parei em um posto para abastecer e optei almoçar por ali mesmo.
Aproveitei o wi-fi para fazer pesquisas e saber o que tinha de bom na região.
Parque das Cachoeiras foi a sugestão: pareceu-me um atrativo interessante.
Foi matemático: bom almoço+cansaço+sono="lesera" +curiosidade+espírito aventureiro desbravador = por aqui mesmo que fico.
Nada pensado ou programado. A boa aventura começa e acontece assim. Sensação suprema de liberdade. Se permitir a fazer o que quer, quando e como bem entende... início de um processo de olhar pra dentro. Respeito total ao acaso e atenção máxima aos "sinais do universo". #Conexão #Essência #EuMaior
No caminho eis que surge uma empresa de comunicação visual. Parei para me divertir e desenvolver uns adesivos (criatividade a flor da pele).
Foram horas brincando...
Depois de desenvolver arte, fiquei de papo com o pessoal que executava o trabalho e obtive muitas informações sobre a região. Uma delas era o de conhecer o Campo das Araucárias, no caminho para o Parque das Cachoeiras.
Todo o percurso por estrada de terra... que bom ter levantado a suspensão do trailer.
#oCaraMojo é off road :-)
E chegamos ao primeiro destino: Campo das Araucárias.
O nome é bem propício. Lindas araucárias na entrada.
Entrei na propriedade e fui muito bem recebido. Não havia ponto de energia no lugar que escolhi para parar e rapidamente providenciaram uma extensão.
Foi tanta simpatia e pró-atividade que por ali fiquei sem titubear.
Um cantinho com sombra, churrasqueira, lago para andar de caiaque... Pronto! Estava bem instalado.
Por ali fiquei por 5 dias.

Descansei, meditei, aproveitei o NOBRE silêncio, o lago e observei o movimento constante de curiosos visitantes (animais).
Descansei, meditei, aproveitei o NOBRE silêncio, o lago e observei o movimento constante de curiosos visitantes (animais).
No vídeo abaixo é possível apreciar os sons da manhã... o despertar da VIDA.
Everton é o responsável por revitalizar este paraíso escondido que estava mal falado na região por festas e atitudes desordeiras de seus frequentadores. Felizmente não presenciei nada de errado ou próximo de tal fama enquanto ali estive. Se busca tranquilidade, eis o lugar.
Abaixo a tirolesa que atravessava o lago. Não me atrevi a chegar perto. Como diria um viciado em recuperação: Só por hoje estou limpo. Afirmo com convicção: adrenalina é um vício muito perigoso quando não controlado. Já passei da fase da abstinência. _/|\_
O rigoroso frio da região deixa suas marcas na vegetação.
Depois de alguns dias em perfeita comunhão com a natureza e muito bem aproveitados, decidi conhecer o Parque das Cachoeiras.
Optei em deixar o trailer no Campo das Araucárias. Só sairia dali se encontrasse "um quintal" melhor ou compatível ...
Optei em deixar o trailer no Campo das Araucárias. Só sairia dali se encontrasse "um quintal" melhor ou compatível ...
No caminho, muitas plantações de frutas...
Estava apreciando tanto o percurso que me "perdi" e passei a entrada do parque.
Obs. Que delícia é se perder sem culpa. Perdido só ficamos quando não nos permitimos aproveitar o novo, inusitado, improvável. É quando a culpa racional esta acima da tolerância emotiva.
Estou de férias... me permiti a apreciar o "fora do percurso". A questão é: PERCURSO RÍGIDO? Existe isto para mim na atual condição? NÃO. Acabei conhecendo a bifurcação (da Araucária) que leva a invernada dos Borges ou a Capela Sta. Luzia. :-)
Voltei alguns quilômetros e retomei percurso que me levaria ao famoso Parque das Cachoeiras.
Na estrada do parque podemos ter uma noção do lugar...
Um toque de requinte diferenciado, diria. Tudo muito lindo, rico e simples, com o perdão da aparente contradição. As imagens relatam melhor do que palavras ou impressões (que são muito particulares). Impossível não notar o cuidado minucioso com detalhes em total equilíbrio e respeito com a exuberante beleza natural do lugar.
Eu acho que vi um gatinho... será que se chama Frajola?
Fiquei extasiado. Lugar lindíssimo com a máxima amplitude. Pessoas, paisagem, clima, energia... O máximo!!
Para entrar e sair do parque temos que passar por este "sagrado" riacho. Quando entrei, não notei e nem prestei atenção na enorme importância dele. Para entrar na propriedade, é ele quem "retira (limpa) as impurezas" dos visitantes. Como a água é corrente, leva embora "tais sujeiras" mantendo a energia limpa do lugar. Divino!
Depois de um banho de cachoeira, decidi voltar para a noite de despedida no Campo das Araucárias.
Ao amanhecer iria cuidar da "mudança". Esta esplendorosa área seria o novo "quintal de casa".
Ao amanhecer iria cuidar da "mudança". Esta esplendorosa área seria o novo "quintal de casa".
Ao sair, fui agraciado com o "até logo" de um figura típico da região, um sr. lagarto.
Cheguei a tempo para aproveitar o pôr do sol.
A última noite belíssima realmente foi uma despedida e tanto. Condizente aos dias em que ali estive.
Nenhum comentário:
Postar um comentário